Escândalo envolvendo manipulações de números no Spotify é revelado; G-Eazy é citado na polêmica

Escândalo envolvendo manipulações de números no Spotify é revelado; G-Eazy é citado na polêmica

Um escândalo envolvendo alguns dos serviços de streaming musical mais famosos do mundo – o Spotify e Apple Music – foi divulgado durante esta quarta-feira (10) pela revista estadunidense Rolling Stone.

Em uma indústria extremamente competitiva onde os números podem fazer bastante diferença na definição do que seria um sucesso ou não, serviços que sirvam para inflar os números em plataformas de streaming musical como as duas já citadas acima se apresentam muito atrativas para alguns artistas, e isso já vinha sendo discutido pelas gravadoras e distribuidoras ao redor do mundo.

Em meados do ano de 2019, algumas das empresas mais importantes do segmento musical assinaram um código de conduta condenando a manipulação destes números, mas a matéria publicada mostra que, não muito tempo após a assinatura desse código de conduta, vários membros de alto escalão da Blueprint Group (empresa que trabalha com o gerenciamento e distribuição de vários artistas vencedores do Grammy) desembolsaram milhares de dólares para inflar os números de diversos artistas, dentre eles o rapper G-Eazy.

Todo o esquema foi documentado e provado por áudios da conversa entre os responsáveis.

Na conversa, Joshua Mack, que é o dono da empresa 3BMD, responsável por manipular os números nas plataformas de streaming musical, afirma que pode gerar “até 200 milhões de reproduções por mês”.

Mack admite que o Spotify já o puniu diversas vezes por suas atividades de aumento de fluxo no passado, mas que continua oferecendo os serviços porque muitos artistas buscam seus esquemas a qualquer custo. Ele afirma no áudio: Basicamente, nós deciframos o código e entendemos como manipular o sistema e atingir números astronômicos”.

“Se pararmos de apertar os botões, as pessoas nas gravadoras não vao conseguir ter a resposta e o apoio que elas desejam”

Joshua Mack

Ele diz também que, por vezes, os próprios artistas, sem conhecimento da gravadora, gastam de seu próprio bolso para conseguir surpreender seus superiores.

Ainda de acordo com a reportagem, a empresa cobra aproximadamente US$12 mil (R$68 mil) para um pacote de um milhão de streams, seja ele no YouTube, Spotify ou Apple Music, e que essa estratégia já foi usada em mais de cem músicas que já entraram na lista do Hot 100 da Billboard.

Procurados pela revista, nem G-Eazy nem os membros da sua equipe envolvidos na situação quiseram se pronunciar.

No Brasil, o mercado de “streams fakes” já é uma realidade

Embora esta seja uma prática totalmente reprovável por todos os serviços de streaming musical e outras plataformas, já há muito tempo que diversos sites brasileiros tem ofertado serviços para inflar artificialmente os números em streams, vídeos, lives e até mesmo seguidores.

As chamadas “fazenda de likes” são as responsáveis por fazer todo esse trabalho para impulsionar a popularidade dos seus contratantes.

Assista ao vídeo abaixo para entender melhor como funciona esse processo.

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