Música indie cresce nos serviços de streaming, aponta pesquisa

 Música indie cresce nos serviços de streaming, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) trouxe dados muito animadores para os músicos independentes do nosso país.

Segundo ela, 50% de todo o faturamento das 60 empresas pesquisadas (dentre elas produtoras, editoras, e estúdios) vêm de plataformas digitais, seguidos das vendas físicas (15%), shows (9%), execução pública (9%), o merchandising (1%) e outras com uma menor relevância. A pesquisa mostra também que 15% de todo o dinheiro arrecadado vem de fora do Brasil, justamente em razão da universalização da música.

O levantamento aponta ainda que os artistas indie tem figurado cada vez melhor nos rankings de músicas mais ouvidas. No ano de 2019, os selos independentes representaram 53% do Top 200 do Spotify.

Quanto aos serviços de streaming, temos o Spotify como o líder no mercado brasileiro, com 61% dos assinantes, seguidos do Amazon Music (12%) e Deezer (9%).

O coordenador da pesquisa, Leo Morel, indica que as redes sociais se tornaram essenciais para a divulgação e troca direta com o público-alvo, sendo recomendada a utilização do YouTube para compartilhamento de suas produções por ser esse o canal de maior consumo musical no Brasil.

Chamar a atenção do ouvinte tornou-se um dos principais desafios de um trabalho musical por conta do grande volume de oferta de entretenimento disponível nos dias de hoje. É preciso elaborar um planejamento estratégico que aborde todas as fases do lançamento de um projeto musical, da pré ao pós produção. Além disso, é importante construir parcerias e redes na cadeia produtiva para desenvolver um trabalho. Por fim, é necessário encarar o desenvolvimento de uma carreira artística como um processo que demanda tempo, planeamento e perseverança. Os resultados, muitas vezes, demoram a vir.